O Homem, produto de si próprio

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9 Novembro 2009 destaque 9 Novembro 2009
Anda por aí grande burburinho por força do caso do sucateiro de Ovar... * * * PORQUÊ TANTO ALARIDO?! OS SUCATEIROS SÃO OS MESMOS DE SEMPRE, SÓ QUE AGORA HÁ MAIS UM...


O Homem, produto de si próprio
Adam kendini bir ürünüdür
( turco )

Aqui vão sendo deixados pensamentos e comentários, impressões e sensações, alegrias e tristezas, desânimos e esperanças, vida enfim!...
Assim se vai confirmando que o Homem é, a montante da circunstância que o envolve, produto de si próprio - 2004Jul23

Terreiro do Paço, Lisboa
Vista nocturna

sábado, 14 de Novembro de 2009

2485. Face oculta, a revisitação do Apito Dourado

Não sei se quem me está a ler se apercebeu já de que no caso Face Oculta há já quem esteja a usar o estratagema experimentado com sucesso no caso Apito Dourado.

Mas a questão contém igualmente afloramentos do "Casa Pia", onde tudo, afinal, começou. Pela Lei, verdadeiro casaco por medida.


No caso do Apito Dourado as não condenações não se deveram à prova da inocência nem à ausência de prova de culpabilidade, mas à circunstância de as escutas telefónicas terem sido consideradas nulas e, portanto, sem possibilidade de ser usado como prova, aquilo que elas provavam, ou seja, que, sem margem para dúvidas, os crimes teriam sido praticados.

Em vez de se defenderem negando a existência dos factos que lhes são imputados, como seria lógico por parte de pessoas de bem, inocentes, esgrimem com a ilegitimidade das escutas, ilegitimidade legal - não moral nem social - essa criada por lei tecida em alfaiate por conta pessoal.

Dito de outra maneira, para que não restem dúvidas em qualquer espírito:

Suspeitos no Face Oculta não vêm - por si ou por interposta pessoa - dizer que "não senhor, eu não falei acerca desse assunto, não fiz pressão, não negociei abusivamente seja com quem for".

Pois.

O que vêm dizer é que "as conversas que eu tive com determinadas pessoas foram escutadas pela Polícia Judiciária, autorizadas por um juiz, mas a tal lei feita de propósito para mim e para outros como eu, não permite essa escuta".

Quer maior clareza?

Para quem vos escreve, isto significa, sem tirar nem pôr, que os suspeitos estão implicitamente a admitir terem, em boa e sã verdade, praticado os actos de que são suspeitos, só que se acobertam à sombra de lei abusiva, criada para casos similares.

Ou seja, o que negam não é a prática do crime, mas sim a possibilidade de que quem tem por missão promover a Justiça e defender a legalidade democrática no país os escute enquanto praticam os seus crimes.

Chega isto para esclarecer de vez o que realmente de passa?

Nem na Itália, que sempre foi considerada a terra da Mafia e da criminalidade organizada, a partir dos mais altos escalões da sociedade e da política, se chegou a este desplante.

Nada me daria maior felicidade do que ouvir os suspeitos afirmarem perante câmaras e microfones que "é completamente falso que alguma vez eu tivesse tido conversas dessas, usasse cargos que ocupo para exercer pressões sobre quem fosse ou para obter vantagens para mim ou para quem está próximo".

Infelizmente, uma frase destas, que é tão simples e tão definitivamente esclarecedora, ainda não foi ouvida por ninguém, por mais atento que esteja às notícias. E pior ainda: nem vai ouvir, porque tal frase - ou semelhante - jamais vai ser proferida. Quer meter-se a adivinhar porquê!

Ora, sendo certo que quem não desmente, consente, a ilação a retirar disto é que o que por aí consta relata mesmo a verdade das coisas. Habetur pro veritate
, ou seja, vale como verdade aquilo que não é desmentido.

Isto é o que a capacidade de inteligir me assegura. Até que os interessados venham a terreiro, como é sua obrigação democrática e dever de honorabilidade pessoal, dar conta da sua verdade e convencer-me do contrário.

E a inteligência, que lhe diz ela, a si que me lê?
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sexta-feira, 13 de Novembro de 2009

2484. Vossas Senhorias notaram?

Será que Vossas Senhorias notaram que o homem,
que andava a piar fininho,
acto contínuo
"
à desistência dos ingleses num caso"
e
"
à anulação das escutas no outro",
desatou a falar grosso, arrogante e bruto
para tudo quanto é Comunicação Social?

Quem sabe, nunca esquece, n'é ?!...

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quinta-feira, 12 de Novembro de 2009

2483. Para você que é optimista... ou parvo

Você é dos tais que tem achado muita graça a todas estas facécias que se têm visto em Portugal, ao nível dos mais altos patamares de decisão política e judicial, pensando que nada têm que ver consigo e que "isso é lá com eles, porque eles é que sabem"?

Pois bem, aí os tem... e com algumas das suas boas características:


1ª figura do Estado em Portugal



2ª figura do Estado em Portugal

este senhor não foi posto a falar, porque não vale a pena.
Toda a gente o conhece e mais vai conhecer quando ele for eleito
como próximo presidente da república, que é o lugar que lhe está mais adequado e destinado
muito embora o senhor que lá está pense que será ele a receber a bênção da confraria...
Também, diga-se em abono da verdade, o senhor que lá está não faz qualquer falta,
como se constata diariamente e uma vez mais se pode apreciar no vídeo acima.

3ª figura do Estado em Portugal



4ª figura do Estado em Portugal


Mais outra figura de relevo ao nível do Estado em Portugal




É a esta gente que Portugal e os Portugueses estão entregues de mãos atadas atrás das costas.


Se, depois de ter assistido a este infeliz "festival", continuar a não estar preocupado com coisa alguma, convencido de que tudo corre bem e conforme eles sabem, porque eles é que sabem... sabe o que lhe digo?

Você é parvo/a, não vê um boi mesmo que lho ponham a um metro de nariz e a bufar-lhe para as ventas e merece, por isso, por essa redonda estupidez, a sorte que tem tido e que lhe está ainda reservada, com acentuado agravamento, como vai ter o prazer de constatar...

Por isso, não sinto por si a menor comiseração. Amanhe-se, que eu, na próxima oportunidade, emigro. Quem cá ficar que apague a luz. As portas pode deixar abertas, que não há pilantra algum e ainda menos haverá patife por esse mundo fora suficientemente burro para pegar numa treta destas e pensar como você que "isto" é o melhor dos mundos...
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quarta-feira, 11 de Novembro de 2009

2482. A demissão que se impõe

Perante as sucessivas escandaleiras e poucas vergonhas a que temos vindo a assistir, na área das mais altas esferas políticas e judiciais, sem que se note o mínimo indício de reacção de dignidade institucional e nacional, cabe perguntar:

Para que nos serve
a eleição
e manutenção em funcões de um
presidente da República?

Esta pergunta resulta directamente do que acima fica dito, sendo ainda decorrência do que estipula a Constituição (artº 120º)

"O Presidente da República representa a República Portuguesa, garante a independência nacional, a unidade do Estado e o regular funcionamento das instituições democráticas e é, por inerência, Comandante Supremo das Forças Armadas".

Será que, depois de todo o miserando espectáculo dado pelas principais fig
uras de vários órgãos e instituições de cúpula, a que vamos assistindo com pasmo, desagrado e constrangimento de há anos a esta parte e que a cada dia que passa se agrava, o actual titular do cargo considera que as instituições, supostamente democráticas, estão a funcionar regularmente e que os respectivos titulares as dignificam?

Para a acção que se tem visto por parte da Presidência da República, na conjuntura muito difícil que temos vivido, não precisamos de ter em Belém ninguém mais preparado do que um miúdo do final do ensino secundário ou mesmo ninguém. Porquê, então, tantos gastos sumptuosos, para tão pouco labor em defesa dos direitos e interesses dos Portugueses?


Será que estamos condenados a não passar de um país miserável, indigno de ombrear com as nações decentes do planeta, que as há?

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